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O professor e filósofo tomista Carlos Nougué analisa o filme “A Paixão de Cristo”, dirigido por Mel Gibson e lançado em 2004, que retrata as doze horas antes da morte de Jesus, abordando para isso enredo, produção, impacto comercial e religioso à luz de critérios estéticos e da tradição católica.

O artigo traça um paralelo entre “Man in Black”, de Johnny Cash, e a batina tradicional para criticar a transformação do sacerdócio católico após o Concílio Vaticano II, argumentando que, ao abandonar o negro hábito sacerdotal — símbolo de sacrifício e combate espiritual —, o clero teria trocado sua missão sobrenatural por militância mundana, diluindo e perdendo a identidade e a autenticidade sacerdotais, bem como sua fecundidade espiritual, tornando-se um mero agente pastoral adaptado ao mundo, cuja missão salvífica fora esvaziada.

Em seu artigo, o professor e filósofo tomista Carlos Nougué, nosso autor convidado, analisa a obra musical do compositor estoniano Arvo Pärt. Atravessando a conversão artística e purificação de Pärt do atonalismo, o autor analisa como sua técnica e estilo tintinabular, com influências do canto gregoriano, da polifonia e da música bizantina, e a presença do silêncio e da repetição como que numa oração, tornam Pärt no maior compositor do século XXI.

O artigo reflete sobre o niilismo, Nietzsche e a crise de sentido e existencial na vida moderna, que é marcada pela ausência de valores transcendentes e pela busca incessante de prazeres efêmeros, assim como sobre a necessidade da verdadeira autossuperação, do sacrifício e da humildade para encontrar um sentido de vida que vai além do próprio “eu”.