Nosso nome
Em 1867, o grande Papa Pio IX promulgou a encíclica Levate, acerca do recrudescimento do Risorgimento, a Guerra de Unificação Italiana. Diante da desoladora realidade italiana daquele tempo, o Santo Padre dirigiu-se à Igreja de coração consternado: “Levate oculos vestros — levantai os vossos olhos sobre o que vos circunda e lamentai as abominações malignas […], não podemos senão reverenciar humildemente os juízos insondáveis de Deus, que Nos destinaram a viver nestes tempos tão tristes”.
Em tempos ainda mais graves e tristes como os nossos, cabem ainda mais para nós as pesadas palavras do Pontífice, a fim de que levantemos os olhos acima das abominações que nos circundam a fim ajudar a reconstruir, em nossa pequeníssima medida, a civilidade dos homens e a própria civilização, que foram destruídas pelos bárbaros da modernidade e que a pós-modernidade não se restringiu a nem mesmo deixar ruínas.
Uma reação do bom senso
Cada dia mais polarizada sobre assuntos estéreis e de pouca monta, quando não entre assuntos de ordem natural que sequer deveriam ser objeto de discussão, a sociedade pós-moderna vem numa longa e sofrida derrocada e, com ela, também sofreram a história, a cultura, a política, as artes, e todos os corpos de sociedade, da mais alta à mais baixa camada.
Neste cenário pós-civilizacional de falta de fé, caos e ruína cultural, com uma necessidade imperiosa do soerguimento de uma cultura católica genuína e ortodoxa, é que surgiu a Levate, uma revista eletrônica nascida da iniciativa leiga de católicos tradicionalistas com o objetivo de retomar o bom senso longamente perdido em meio às discussões modernas, a fim de reagir como organismo vivo diante da multidão de células mortas de nossa contemporaneidade.
Nosso objetivo
É de nosso objetivo esta reação do bom senso visando não apenas o debate moderno e suas polêmicas, mas também a realização de um trabalho cultural através de críticas, trabalhos literários e resenhas de obras, dentre outras coisas; para não apenas resistir, mas construir enquanto outros destroem sempre com idoneidade e sob a ótica da ortodoxia.
