“Fiz tudo do meu jeito” e “não me arrependo de nada”. O que parece uma afirmação de liberdade pode esconder a mais antiga e orgulhosa das revoltas: non serviam — não servirei.
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O artigo propõe uma leitura literária e simbólica de “Frevo Mulher”, de Zé Ramalho, revelando, por trás do ritmo festivo da canção, uma reflexão sobre afetividade, solidão e os males causados pela ausência do matrimônio cristão e de seus bens.
O artigo traça um paralelo entre “Man in Black”, de Johnny Cash, e a batina tradicional para criticar a transformação do sacerdócio católico após o Concílio Vaticano II, argumentando que, ao abandonar o negro hábito sacerdotal — símbolo de sacrifício e combate espiritual —, o clero teria trocado sua missão sobrenatural por militância mundana, diluindo e perdendo a identidade e a autenticidade sacerdotais, bem como sua fecundidade espiritual, tornando-se um mero agente pastoral adaptado ao mundo, cuja missão salvífica fora esvaziada.
Em seu artigo, o professor e filósofo tomista Carlos Nougué, nosso autor convidado, analisa a obra musical do compositor estoniano Arvo Pärt. Atravessando a conversão artística e purificação de Pärt do atonalismo, o autor analisa como sua técnica e estilo tintinabular, com influências do canto gregoriano, da polifonia e da música bizantina, e a presença do silêncio e da repetição como que numa oração, tornam Pärt no maior compositor do século XXI.
O artigo ensaia uma interpretação da letra de “Farewell, Angelina”, de Bob Dylan, como sendo um trabalho de abordagem crítica da história americana desde sua colonização até meados do século XX.
Ao ouvido pagão, soa exótico e antigo tudo, desde o título à letra da quinta faixa do álbum Wednesday Morning,…
