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O artigo traça um paralelo entre “Man in Black”, de Johnny Cash, e a batina tradicional para criticar a transformação do sacerdócio católico após o Concílio Vaticano II, argumentando que, ao abandonar o negro hábito sacerdotal — símbolo de sacrifício e combate espiritual —, o clero teria trocado sua missão sobrenatural por militância mundana, diluindo e perdendo a identidade e a autenticidade sacerdotais, bem como sua fecundidade espiritual, tornando-se um mero agente pastoral adaptado ao mundo, cuja missão salvífica fora esvaziada.

Em seu artigo, o professor e filósofo tomista Carlos Nougué, nosso autor convidado, analisa a obra musical do compositor estoniano Arvo Pärt. Atravessando a conversão artística e purificação de Pärt do atonalismo, o autor analisa como sua técnica e estilo tintinabular, com influências do canto gregoriano, da polifonia e da música bizantina, e a presença do silêncio e da repetição como que numa oração, tornam Pärt no maior compositor do século XXI.