Há artigos destinados a agradar os leitores; este artigo, entretanto, não é um deles. Eu arrisco dizer que poucos textos publicados nesta revista desagradarão tanto a uma parcela de nosso público como este. Muitos esperam encontrar nestas linhas apenas mais uma condenação do lulopetismo e da esquerda, e, por isso mesmo, se decepcionarão ao encontrar, em vez do silêncio conveniente, uma caneta severamente afiada contra a direita que tantos, por medo, pusilanimidade ou canalhice, julgam ser intocável. Il est certain que “diante de toda verdade, uma secreta angústia nos invade” (GÓMEZ DÁVILA, 1977, p. 79)1, mas, não obstante a angústia, a verdade, que “não é um juízo, mas adesão a uma evidência concreta” (Ibid., p. 65)2, deve ser integralmente dita, e dita em muito alta voz, quer agrade quer desagrade, e ainda que desagrade até mesmo aos amigos ou a nós mesmos pessoalmente. Amicus Plato, sed magis amica veritas.
No dia 16 de agosto, tem início oficial o período das campanhas eleitorais, famoso jogo de maracutaias que rege os destinos do país e dos estados a cada quatro anos. Na realidade, as campanhas já foram iniciadas ao fim de 2024, extraoficialmente, é claro, e foram ganhando seus contornos e detalhes de janeiro deste ano para cá.
Neste momento, os principais candidatos ao cargo máximo da nação já foram confirmados pelas convenções de seus respectivos partidos e coligações para pleitear o Palácio do Planalto pelo próximo quadriênio: o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) concorre à reeleição e quarto mandato compondo chapa novamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), tucano histórico; o senador Flávio Bolsonaro (PL) compõe chapa puro-sangue com o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar de Mendonça; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também compõe chapa puro-sangue com o ex-ministro Gilberto Kassab; ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO) forma a terceira chapa puro-sangue da disputa com o senador cearense Eduardo Girão; por fim, Renan Santos (MISSÃO) fecha o páreo com Aroldo Medina, condecorado tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Não vale a pena mencionar os nanicos.
A bem da verdade, ainda que cinco candidatos tenham sido citados, os principais candidatos a Presidente da República são apenas dois: Lula e Bolsonaro. Se Lula representa o bando dos quarenta ladrões que roubam já há mil e uma noites, mas ainda aglomera a esquerda em seu personalismo sob a ameaça do suposto radicalismo residente em Jair Bolsonaro e transmutado para sua família — e agora, particularmente para o seu filho mais velho e aparente principal herdeiro político —, Flávio, um covarde sem voz própria, representa o entreguismo político travestido de nacionalismo e patriotismo.
Um representa mais de vinte anos de corrupção generalizada em escândalos diversos (destacando-se o do Mensalão, o do Petrolão e, recentemente, o do INSS), e da relativização da moralidade brasileira a partir da desmoralização da autoridade política e da introdução de leis e políticas públicas favorecedoras e mantenedoras do narcotráfico, bem como de leis em prol da esquerda progressista-identitarista que ganhou força política e midiática na última década não obstante ser de população minoritária — indo de encontro ao progressismo do mundo ocidental como um todo. Um representa o lulopetismo e o antibolsonarismo, e o outro, o bolsonarismo e o antipetismo. Irônico, não?
A despeito de estarmos em 2026, o cenário político que se nos apresenta no Brasil de hoje faz-me lembrar muito de outro pleito à presidência: o pleito das eleições de 1922. Àquela altura eram apenas dois os pretendentes ao Palácio do Catete, antiga residência presidencial: o intransigente e ordeiro Artur Bernardes, da chapa situacionista Apoio Oficial; e o conciliador e reformista ou revolucionário ex-presidente (de 1909 a 1910) Nilo Peçanha, da chapa oposicionista Reação Republicana. É importante saber que os conceitos de direita e esquerda contemporâneos não devem ser aplicados aos tempos da República Velha, uma época em que os nossos revolucionários ainda eram liberais e positivistas e sem luta de classes ou de minorias identitárias; entretanto, tomando certa licenciosidade histórica a contragosto, seria como dizer que Bernardes representava a direita enquanto Peçanha, a esquerda da época. Mas se Bernardes era a direita e Peçanha a esquerda, enquanto hoje Bolsonaro é a direita e Lula é a esquerda, as semelhanças entre os quatro cessam por aí.
O que nos diferencia a situação presente daquela de então é que Artur Bernardes era um rigorista impecável, implacável e inflexível, um moralista ordeiro e autoritário de caráter irrepreensível que não se deixava levar pelas ideias de ninguém — quanto mais as de influência externa —, enquanto Flávio Bolsonaro é um homem fraco, fraquíssimo, quase sem personalidade — dando a ele o benefício da dúvida de que tem uma personalidade; sua reputação é manchada pelo histórico da famigerada “rachadinha”, onde, para salvar a própria pele, ajudou a enterrar a CPI Lava Toga — o que ironicamente conduziria aos eventos que permitiram a soltura de Lula e sua eleição em 2022 e a prisão de Jair Bolsonaro em 2025; seu capital político foi todo construído à sombra e sob os méritos do pai, mas, diferente deste, Flávio é ainda mais entregue que o velho Jair aos interesses do grande capital internacional, particularmente dos Estados Unidos e de Israel. Face a tudo isso, com sua personalidade nula, esse herdeiro da pseudocruzada supostamente representativa da ordem, da ética e da moralidade, adere a gírias e aprende passos do podre funk brasileiro para rebolar em seus comícios3.
Por outro lado, Nilo Peçanha era um revolucionário mais ou menos clássico, de cariz liberal como bom maçom, ao passo que Lula bebe das fontes marxistas da teologia da libertação e de sua própria cleptomania para auxiliar no aparelhamento do Estado Brasileiro numa cleptocracia sem-fim — enquanto fideliza o apoio da nova esquerda com brindes ao progressismo internacional face à “ameaça” representada por seu adversário a esse mesmo progressismo.
Diante da ameaça representada por Lula, como cleptocrata que é e pelos acenos à esquerda identitária, há muitos que se deixam levar pelo canto da sereia e acabam por apoiar praticamente de forma irrestrita a dinastia política dos Bolsonaro. Como dizia o velho discurso, “se criticar Bolsonaro, o PT volta”. À esquerda e à direita, não vemos nada além de uma “zumbificação” das mais baixas às mais altas camadas sociais. É verdadeiramente triste o caso. É entristecedor ver gente boa e de virtude, seja gente ignorante ou, pior, com alguma erudição, desligando a cognição que Deus lhe deu para, de forma cônscia, assemelhar-se aos animais no efeito manada dos jargões político-ideológicos.
Lula e Bolsonaro. Dois políticos, duas ideologistas personalistas, duas malditas peçonhas aos destinos da nação, tal como aquela de Nilo Peçanha há pouco mais de cem anos.
Mas se, por um lado, a impiedade materialista de Lula reluz como a luz do sol, por outro, a de Flávio Bolsonaro passa muitas vezes despercebida aos olhos dos católicos brasileiros — desde sempre tão pragmáticos e nunca dogmáticos na urna. Sem pretender transformar este artigo num auto, vamos aos fatos.
Flávio Bolsonaro é declaradamente protestante batista — o que em tempos melhores já seria mais do que suficiente para o eleitorado católico negar-lhe o voto —, foi “batizado” quatro vezes4 ao longo de seus 45 anos de idade, a primeira na juventude e as outras três no último decênio: em 2016 e 2026 no rio Jordão5 e em 2024 na Igreja Comunidade das Nações em Brasília6. Todos os seus quatro “batismos” foram protestantes. Como deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Flávio acumulou polêmicas entre a defesa de milícias policiais nas favelas cariocas7 e o surgimento, já como senador, da acusação de peculato durante seu tempo na assembleia estadual fluminense por um esquema de desvio de dinheiro público popularmente conhecido como “rachadinhas”89 — que acabou arquivado de forma anômala pelo Superior Tribunal de Justiça numa atuação que anulou provas de forma suspeita e rechaçou de todas as formas os recursos muito bem embasados do Ministério Público do Rio de Janeiro. Como senador, Bolsonaro foi autor do PL 5335/2023, que visa legalizar imóveis irregularmente estabelecidos em terras federais, estaduais e municipais, e relator da PEC 3/2022, chamada “PEC das praias”, que visa privatizar terrenos de marinha da União. Votou favoravelmente ao estúpido projeto de lei que equipara “misoginia” ao crime de racismo, e ainda justificou-se dizendo ser uma “armadilha do PT” para ele10. Tornou-se, na tentativa de angariar capital político, contrário à pena de morte que antes defendia de forma um tanto generalizada para crimes hediondos e violentos11. É apoiador de intervenções do governo americano contra a soberania brasileira, seja o “tarifaço” imposto pelo governo Donald Trump ao Brasil12, seja a potencial declaração do crime organizado brasileiro como terrorismo por parte dos americanos, coisa que ele pediu pessoalmente a Trump13 e que “autorizaria” a intervenção militar americana no Brasil segundo os moldes da Guerra ao Terror promovida globalmente por Washington desde o 11 de setembro. Além de sionista e defensor sem restrições do Estado de Israel, como bom protestante que é, Flávio também é praticamente um apoiador da doutrina do Destino Manifesto dos Estados Unidos. Dentre outras muitas ações que envergonhariam qualquer patriota ou nacionalista verdadeiro.
Ainda que seja entristecedor ver gente boa, homens e mulheres decentes, apoiando — e, o que é pior, apoiando sem nenhuma restrição — gente tão espúria, covarde, fraca e imoral como esta, vale a lembrança do que dizia o mestre Jackson de Figueiredo aos católicos que apoiavam à candidatura de Nilo Peçanha: “pouco importa que católicos de reconhecido mérito estejam militando na mesma confraria em que brilham tão conhecidos inimigos da Igreja” (1922, p. 64). Os inimigos a quem Jackson fazia referência eram os maçons, e, caindo como luva ao nosso caso presente, a maçonaria brasileira anda de mãos dadas com o bolsonarismo já há bons anos.
Para arrefecer um pouco a bile, permitam-me falar um pouco dos demais candidatos.
Renan Santos, vindo das ruas pelo Movimento Brasil Livre (MBL), em visita a Pernambuco, afirmou que é católico14; apesar disso, sua política mistura traços de anarcocapitalismo e punitivismo social de certos ideários pagãos europeus, e seu pouco caráter tolera a vizinhança partidária de Arthur do Val, ex-deputado estadual paulista cassado por quebra de decoro parlamentar quando do surgimento de áudios onde afirmou que refugiadas da Guerra da Ucrânia “são fáceis de pegar, porque são pobres” — nestes mesmos áudios vazados, Do Val afirmou que Renan viajava pela Europa fazendo o que chamou de tour des blondes, i.e., turismo “só pra pegar loira” (sic)15. Possui como qualidade uma boa habilidade comunicativa, que utiliza para repetir quase os mesmos clichês que alçaram Jair Bolsonaro à fama nacional doze anos atrás, mas com muito menos sinceridade. Profere xingamentos e frases de efeito moral como “o futuro é glorioso” que, com todo o resto de caráter já citado, até o fazem se vender como o nacionalista que não é. Vindo de um caráter desses, o jargão de campanha mais popular de Renan Santos, “prendeu, matou”, padecente de qualquer justiça e caridade cristãs, atesta a latrina ideológica de seu autor.
Romeu Zema, ex-governador mineiro, reza toda a cartilha da política liberal enquanto faz sua apresentação pessoal de forma conservadora: é “católico e cristão” simplesmente por ter nascido e crescido em uma família com essa “criação tradicional”16 — Burke e Scruton estariam orgulhosos de seu conservadorismo. Desconhecedor da história brasileira, Zema comparou as regiões Norte e Nordeste a “vaquinhas que produzem pouco leite”17, afirmando que são eternamente ajudadas pelos estados do Sul e do Sudeste18. Como era moda dizer anos atrás, é “conservador nos costumes e liberal na economia”, e, sendo assim, não poderia deixar de ser uma máquina de lorotas como todo bom liberal-conservador. Pode não ter nenhum escândalo financeiro ou sexual nas costas, mas a dubiedade de seu caráter não passa despercebida pela expressão de suas ideias. O Sétimo Mandamento, como sabemos, vai além do roubo ou furto puro e simples: como dizia o Pe. Sardá y Salvany, o liberalismo é pecado!
Ronaldo Caiado, ex-governador goiano, é católico declarado, e a depender de quem se dirija a palavra, é “católico verdadeiro”, como certa vez afirmou dele o deputado pastor Otoni de Paula (PSD-RJ)19, ao mesmo tempo que não só mantém proximidade com setores protestantes “evangélicos”, como o referido pastor, como também vai em cultos protestantes cá e acolá20, praticando o catolicismo da indiferença ensinado desde 1963. É um direitista com todo o traquejo do chamado “centrão”, esse bloco político que é, como chamaram Ricardo Fiúza e Amaral Netto, o “milagre da engenharia política brasileira” que sobrevive ao vaivém de governos e ideologias dentro da fisiologia da máquina pública. Há décadas, Caiado figura como um dos principais defensores do setor agropecuário no país, e apesar do traquejo à centro-direita, é, até onde se sabe, um homem de reputação sem manchas e de governo administrativamente muito bem sucedido, o que o destaca dos demais com a aprovação acima dos 80% à sua gestão, marcada pelo rigor na segurança pública e pelo cuidado financeiro.
Como escreveu noutro rincão o amigo Felipe Silvestre, a nossa política é um espetáculo dantesco. Tão dantesco que, em minha opinião, o único candidato votável para o eleitorado católico é um católico indiferente ainda que praticante como Ronaldo Caiado, talvez capaz de pacificar a segurança pública e as finanças, bem como oferecer algum respiro à polarização ideológica reinante há uma década. Por razões que não cabem nestas linhas eu serei incapaz de ir ao meu colégio eleitoral em outubro e, portanto, não votarei em ninguém; mas ainda que fosse possível ir às urnas em qualquer dos turnos, eu jamais votaria em um protestante que em muito favorece a proliferação dos protestantismos neopentecostais numa terra católica arrasada pelo modernismo, como Flávio Bolsonaro — ainda que restassem apenas Lula e ele. Non possumus.
Sou católico, e disto faço profissão: tenho orgulho de nossa intolerância. Tão intolerável à minha consciência quanto votar num materialista corrupto de acenos libertinos identitários como Lula, é votar num protestante ativista, entreguista, vendilhão e corrupto como Bolsonaro — que, além de tudo, em nada faria frente às pautas progressistas e imorais como um todo, assim como seu pai não fez.
Grande defensor da ordem social e por esta mesma razão contrário ao reformismo revolucionário de Nilo Peçanha — que se dizia católico e contava com o apoio de certos cônegos e mesmo do abade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro não obstante sua fidelidade aos preceitos do Grande Oriente do Brasil, onde foi grão-mestre entre 1917 e 1919 —, o mestre Jackson assinalou para a solidez emanada dos princípios da fé cristã — e por “cristã”, nós entendemos e sempre entenderemos “católica”, de forma exclusiva e excludente — em combate às politicagens de seu tempo, num artigo intitulado Igreja e política:
Nós, os que ainda resistimos aos sofismas da politicagem que tudo quer confundir, só temos que zelar por nós mesmos e não esquecer nunca, mesmo diante dos exemplos mais desnorteadores, que, acima das opiniões individuais, acima de todos os indivíduos — estejam onde estiverem em altura —, na hierarquia católica está a palavra da Santa Sé, está a sabedoria dos Pontífices Romanos. Quem não está com a Igreja está contra a Igreja. Esta é que é a verdade e tudo o mais é puro, puríssimo sofisma, e já muitas vezes despedaçado pela lógica dos fatos (FIGUEIREDO, 1922, p. 65).21
Contra o demagogismo militar, os arroubos revolucionários e os anarquismos grassantes de sua época, Jackson fez campanha em prol do ordeiro e autoritário Artur Bernardes, um católico indiferente e não praticante que, após sua eleição, podia ser visto rezando o terço todas as tardes no terraço do Catete — mesmo sem praticar a Religião; e que concordava com a Igreja que os problemas brasileiros, fossem políticos, econômicos ou sociais, eram, no fundo, problemas de ordem moral. Indo na contramão do positivismo e do liberalismo anticlericais de seus contemporâneos, Bernardes defendeu a colaboração entre a Igreja e o Estado, marcando “oficialmente” a reaproximação entre a Igreja Católica e a República Brasileira, até então laica e também laicista, com sua presença no jubileu de ouro sacerdotal do Cardeal Arcoverde, em 1924.
Naquele mesmo ano de 1924, o nosso ilustre católico sergipano arrematou no artigo A outra face:
Ninguém terá a ingenuidade de supor que, mesmo nas forças legais, não houvesse esse ou aquele elemento simpático à revolução. O que se deve acentuar é que vai longe a distância entre a simpatia por um ato mau, por uma paixão ruim, e o deixar-se arrastar até à sua prática, e o deixar-se dominar totalmente por ela. Poucos, pouquíssimos são os homens — esta é que é a pura verdade — de quem se pode dizer que tem uma verdadeira consciência política, uma visão segura e nítida do ambiente político de um dado país, máxime se esse, como o nosso, por exemplo, se fez presa de um individualismo social tão radical (Id., 1925, p. 82).22
Já não temos mais em nossa política católicos “indiferentes e não praticantes” como Artur Bernardes, capazes da ordem social, do bem comum e da colaboração com a Igreja Católica, mesmo em períodos de grande agitação e perturbação como os dos anos 1920; nem “católicos verdadeiros” como Jackson de Figueiredo, capazes de lutar, sobretudo, pelos interesses de Deus, da Igreja e do Brasil. Na nossa era da “constituição cidadã” e de seu teatro de lorotas, como há cem anos disse Jackson,
É o caso de desafiar agora mesmo, ao mais genial dos boateiros, que aponte um nome, ao menos, entre os revolucionários […], que represente, mesmo do modo mais modesto, alguma coisa de realmente nacional, alguma coisa que signifique, acima de todo o debate, uma parcela de prestígio social ou político na atualidade brasileira (Ibid., p. 86).23
É desafiar e receber a negativa como resposta: não se encontrará nada. Há Brasil, mas há poucos brasileiros; na política, arrisco dizer que nenhum. O que nos faz, como disse Chesterton, “ter a interessante experiência científica de observar se uma instituição pode ruir completamente, inteiramente por sua própria fragilidade”24, enquanto a peçonha dos nossos políticos a paralisa.
Nas palavras de Magalhães Barata, no Brasil, e já há muito tempo, “lei é potoca!”. Eleição, também.
- GÓMEZ DÁVILA, Nicolás. Escolios a un Texto Implícito, vol. I. Bogotá: Instituto Colombiano de Cultura, 1977. ↩︎
- Ibidem. ↩︎
- FLÁVIO Bolsonaro rebola em ato do PL ao som de música de campanha. Congresso em Foco, 4 jul. 2026. Disponível em: <https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/120233/flavio-bolsonaro-rebola-em-ato-do-pl-ao-som-de-musica-de-campanha>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- AUDI, Amanda. Por que a imagem de Jair Bolsonaro com evangélicos não cola em Flávio. Agência Pública, 21 jul. 2026. Disponível em: <https://apublica.org/2026/07/por-que-imagem-bolsonaro-evangelicos-nao-cola-flavio-bolsonaro/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- PRÉ-CANDIDATO, Flávio Bolsonaro é batizado pela segunda vez no rio Jordão. Folha de S.Paulo, São Paulo, 24 jan. 2026. Poder. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/01/pre-candidato-flavio-bolsonaro-e-batizado-pela-segunda-vez-no-rio-jordao.shtml>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- O BATISMO de Flávio Bolsonaro. Itabira Gospel, Itabira, 12 jan. 2024. Disponível em: <https://itabiragospel.com.br/2024/01/12/o-batismo-de-flavio-bolsonaro/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- RIO DE JANEIRO (Estado). Assembleia Legislativa. Discurso de Flávio Bolsonaro. Sessão Ordinária, Expediente Inicial, Rio de Janeiro, 7 feb. 2007. Disponível em: <https://www3.alerj.rj.gov.br/lotus_notes/default.asp?id=58&url=L3RhcWFsZXJqMjAwNi5uc2YvOGI5OWNhMzhlMDc4MjZkYjAzMjU2NTMwMDA0NmZkZjEvYzcyYWY4ODI5NTQwZWFkZDgzMjU3YjZiMDA2MjUyOTk%2FT3BlbkRvY3VtZW50JkV4cGFuZFNlY3Rpb249MSNfU2VjdGlvbjE%3D&>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- ENTENDA o que é a investigação das rachadinhas e como se liga à reunião gravada no caso da Abin paralela. G1, Brasília, 16 jul. 2024. Política. Disponível em: <https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/07/16/entenda-o-que-e-a-investigacao-das-rachadinhas-e-como-se-liga-a-reuniao-gravada-no-caso-da-abin-paralela.ghtml>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- TRALLI, César. PF: Abin espionou auditores da Receita que investigaram Flávio Bolsonaro, e presidente discutiu caso com Heleno em reunião gravada. G1, Brasília, 11 jul. 2024. Política. Disponível em: <https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/07/11/abin-espionou-auditores-da-receita-federal-que-apuravam-possivel-rachadinha-de-flavio-bolsonaro-diz-pf.ghtml>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- FLÁVIO BOLSONARO afirma que PL da Misoginia é “armadilha do PT”. Revista Fórum, [s. l.], 2026. Política. Disponível em: <https://revistaforum.com.br/politica/flavio-bolsonaro-afirma-que-pl-da-misoginia-e-armadilha-do-pt/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- NEGRISOLI, Lucas. Flávio Bolsonaro reafirma que candidatura é irreversível e diz agora ser contra pena de morte. Itatiaia, Belo Horizonte, 15 dez. 2025. Eleições 2026. Disponível em: <https://www.itatiaia.com.br/politica/eleicoes/flavio-bolsonaro-reafirma-que-candidatura-e-irreversivel-e-diz-agora-ser-contra-pena-de-morte/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- FLÁVIO BOLSONARO apoia tarifaço de Trump e dá outro vexame nos Estados Unidos. Intercept Brasil, [s. l.], 11 jul. 2026. Disponível em: <https://www.intercept.com.br/2026/07/11/flavio-bolsonaro-apoia-tarifaco-de-trump-e-da-outro-vexame-nos-estados-unidos/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- BISCHOFF, Wesley. Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para classificar PCC e CV como grupos terroristas. G1, São Paulo, 26 maio 2026. Mundo. Disponível em: <https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/05/26/flavio-bolsonaro-fala-sobre-encontro-com-trump-na-casa-branca.ghtml>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- SANTOS, Renan. Renan Santos em Pernambuco – IRL 14/01/2026. YouTube, 2026. Vídeo (1h 10min 31s a 1h 10min 36s). Disponível em: <https://www.youtube.com/live/UBpmjdtECb8?si=Aob-3x5TrNqFyMTJ&t=4231>. Acesso em: 6 ago. 2026. “Rafael Rizzo: ‘Sabia que eu sou católico?’/ Renan Santos: ‘Hã?’/ Rafael Rizzo: ‘Eu sou católico, sabia?’/ Renan Santos: ‘Eu também.’/ Rafael Rizzo: ‘Você também é católico?’/ Renan Santos: ‘Sim, sim.'” ↩︎
- ZUCCHI, Gustavo. Em áudio, Mamãe Falei diz que ucranianas “são fáceis, pois são pobres”. Metrópoles, [s. l.], 4 mar. 2022. Coluna Igor Gadelha. Disponível em: <https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/em-audio-mamae-falei-diz-que-ucranianas-sao-faceis-pois-sao-pobres>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- ROMEU Zema no Morning Show: “Só faltou o Lula substituir o Cristo Redentor pela cara dele”. Entrevistadores: Fernando, Paulo, Jess e Mateus. YouTube, 2026. Vídeo (6min 35s a 6min 46s) (0:07). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=7d4I6z9bjRU&t=683>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- SANCHES, Mariana. Zema repete discurso de separatistas paulistas de 1932, diz historiadora americana. BBC News Brasil, Washington DC, 11 ago. 2023. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjmrxgmk9x4o>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- ZEMA volta a criticar nordestinos e diz que Sudeste está cansado de subsidiar a região. Entrevistadora: Andreza Matais. YouTube, 2026. Vídeo (1min 48s a 1min 56s) (1:49). Disponível em: <https://www.youtube.com/shorts/NLgsB4FQ_x4>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- OTONI de Paula diz que Ronaldo Caiado é o “suprassumo da direita brasileira”. Congresso em Foco, [s. l.], 11 jun. 2026. Eleições. Disponível em: <https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/119566/otoni-de-paula-diz-que-caiado-e-o-suprassumo-da-direita-brasileira>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- CAIADO, Ronaldo. [Publicação sobre o culto na Igreja Videiras]. Instagram, 20 fev. 2022. Disponível em: <https://www.instagram.com/ronaldocaiado/p/CaNkrMfOJWf/>. Acesso em: 6 ago. 2026. ↩︎
- FIGUEIREDO, Jackson de. A Reação do Bom Senso: contra o demagogismo e a anarquia militar. Rio de Janeiro: Annuario do Brasil, 1922.
↩︎ - _____________________. A Coluna de Fogo. Rio de Janeiro: Annuario do Brasil, 1925.
↩︎ - Ibidem. ↩︎
- CHESTERTON, G. K. Silence of Parliaments. G.K.’s Weekly, Londres, 8 mar. 1934. ↩︎

