Lições de São José

Quando adquiri o meu primeiro devocionário, o Escudo Admirável, lembro-me de ter ficado maravilhado com o fato de que as orações ali presentes não eram petições por conforto ou bens puramente humanos, tampouco simples pedidos por algum bem espiritual, mas eram verdadeiras catequeses que transmitiam perfeitamente a Sã Doutrina e um espírito verdadeiramente católico para quem as recitasse com atenção. Esse fenômeno, contudo, é perceptível não apenas no Escudo, mas também em diversas orações mais antigas, da época em que havia um clero católico que pretendia que seus fiéis fossem católicos e não ecologistas, justiceiros sociais, ativistas políticos ou qualquer coisa do gênero.

Mais recentemente, a Divina Providência levou-me até a Coroa das Sete Dores e Alegrias de São José, que traz à tona os principais sofrimentos e gozos experimentados pelo glorioso Patriarca enquanto esteve neste mundo. Apesar das versões com meditações mais ou menos extensas, o cerne permanece sempre o mesmo: contemplamos São José diante do mistério da Encarnação; o Natal; a circuncisão de Jesus; Sua apresentação no templo; a fuga para o Egito; a ida para Nazaré; e a perda e o reencontro do Divino Infante. Após cada contemplação, reza-se um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai.

Com isso, caríssimo leitor, e levando em conta o que nos ensinou São Paulo em 1 Cor. 11, 1, a saber, que precisamos imitar os santos para também nós sermos imagens de Nosso Senhor, gostaria de deixar um pouco de lado as críticas amargas que costumo trazer para esta coluna e de propor, em vez disso, algumas considerações e reflexões sobre os mencionados momentos da vida de São José, o maior de todos os santos depois do Bom Jesus e da Bem-aventurada Sempre Virgem Maria, Corredentora nossa. Embora relapso e indigno de ser chamado de devoto, espero que minhas palavras tão pobres possam, por graça de Deus e pelos méritos de São José, ajudar a propagar mais a devoção àquele que foi escolhido para ser cabeça e guarda da mais santa das famílias.

Antes de tudo, convém que se saiba a origem dessa devoção, pois como tudo que diz respeito às coisas de Alto, essa história também tem um conteúdo primoroso e edificante, embora simples — como tudo que envolve São José.

Conta o frei capuchinho João de Fano, que viveu no século XVI, que dois frades franciscanos estavam em um navio, navegando pela costa de Flandres, na Bélgica, quando uma tempestade acabou provocando o naufrágio da embarcação, que afundou e levou consigo seus 300 passageiros. Os religiosos, contudo, agarraram-se a uma tábua do navio e ficaram à deriva, cercados por um mar ainda agitado pela tormenta.

Não sabemos em que horário ocorreu o incidente, mas tentemos imaginar as possibilidades: na melhor das hipóteses, era ainda dia, mas as nuvens negras da tempestade deviam obscurecer qualquer luz que viesse do Sol. Tudo o que se podia ver ao redor eram os restos da embarcação e a desesperança causada pela agitação do mar. No pior cenário, a borrasca atingiu o navio durante a noite, quando a escuridão do céu e do mar se misturam. Em meio a uma tempestade, talvez as únicas coisas visíveis fossem a espuma das ondas violentas — tão violentas a ponto de afundar um navio — e os destroços da embarcação, quando os breves clarões provocados pelos relâmpagos os iluminavam. Em qualquer um desses cenários aterradores, qualquer pessoa sentiria medo, angústia e provavelmente desespero. Humanamente, as chances de sobrevivência eram baixíssimas.

Diante de tudo isso, conta o Frei João que os religiosos se confiaram logo a São José.

Após dois dias e duas noites, o próprio santo apareceu aos franciscanos, saudando-os e conduzindo-os até uma praia. Agora seguros e reanimados, os homens agradeceram a Deus e ao jovem — até então desconhecido por eles —, insistindo para que ele falasse quem era. O bem-aventurado logo revelou seu nome: José; e contou aos náufragos as suas principais dores e alegrias durante sua vida terrena, incentivando seus interlocutores a meditarem-nas e afirmando que cumularia de bens todos aqueles que praticassem essa devoção.

Sem dúvida alguma, a tragédia vivida pelos frades e o seu posterior salvamento por São José podem nos trazer alguma esperança dentro do cenário insalubre em que o mundo está imerso já há bastante tempo. A sociedade está cada vez mais libertina, rolando na lama do pecado e abraçando qualquer coisa que lhe dê uma dose de dopamina, e a hierarquia da Igreja promove ativamente toda sorte de erros que o modernismo, esgoto coletor de todas as heresias, tem a oferecer. Os católicos olhamos ao redor e enxergamos, mais do que nunca, o vale de lágrimas do qual fala a Salve Rainha. É um cenário desolador, assim como era aquele no qual estavam os frades após o naufrágio. Qualquer fraqueza e qualquer diminuição no ímpeto de sobrevivência pode significar a morte, mas não a do corpo, que ameaçava os franciscanos, senão a da alma.

Em meio à tormenta, os dois filhos de São Francisco sobreviveram após depositarem suas esperanças em Deus, recorrendo ao Seu pai nutrício. Mas Nosso Senhor não permitiu a ajuda de imediato: ficaram ainda dois dias e duas noites à deriva. Qual foi o motivo? Talvez para testar a confiança de seus homens, talvez para que tivessem a oportunidade de crescer na união com Deus, mesmo em tão grande adversidade. E os religiosos perseveraram, sem dúvida, “esperando contra toda a esperança” (Rom. 4, 18). E Deus não os abandonou: após um período que pode ter parecido interminável aos frades, que estavam sem provisões e sujeitos às imprevisibilidades do mar, São José apareceu. Aquele que guardou o Cristo e Sua Mãe, protegeu também aqueles religiosos, levando-os para terra firme.

São José também nos levará até terra firme, até a Eterna Bem-aventurança, se perseverarmos nas virtudes, nos confiarmos a ele e buscarmos viver como ele, sempre nas presenças de Jesus e Maria e fazendo tudo por Eles. A história é bastante clara: se perseverarmos na união com Deus em meio a tantas tribulações, que parecem intermináveis, podemos confiar e ter a esperança firme de que Ele virá em nosso auxílio.

As sete dores e sete alegrias do glorioso Patriarca são, estou convicto, um verdadeiro itinerário de como devemos viver nossas vidas. Não fosse algo tão importante, o próprio santo não nos teria pedido para meditarmos esses acontecimentos que o fizeram participar, de certa forma, da Redenção.

O mistério da Encarnação

A primeira grande dor de São José ocorreu quando soube que Nossa Senhora, sua esposa, estava grávida, mesmo antes de coabitarem. Poder-se-ia pensar que o Castíssimo Esposo teria suspeitado de que sua Senhora o havia traído. É essa a posição de Santo Agostinho e São João Crisóstomo, por exemplo. Contudo, Santo Tomás de Aquino, em seu Comentário ao Evangelho segundo São Mateus, dirá que São Jerônimo e Orígenes defendem a posição de que São José não duvidou da pureza de Nossa Senhora, pois sabia que, de acordo com as Escrituras, uma virgem daria à luz ao Salvador (Is. 7, 14), e que sua esposa era descendente de Davi. Por esses motivos e se considerando indigno de habitar com Maria, o santo resolveu deixá-la em segredo. Há também outra visão, compartilhada por São Basílio Magno, que coloca São José como tendo conhecimento apenas de que o que havia ocorrido era maior que ele, mas sem ter certeza do que era.

O Doutor Comum, no já referido Comentário, ainda diz que São José, “considerando-se ele mesmo como indigno de habitar com alguém de tão grande santidade, procurou se afastar dela [de Maria] privadamente, dizendo como São Pedro: ‘retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador’ (Lc. 5, 8)”.

E que dor não sentiu o glorioso santo quando decidiu deixar sua amada, julgando-se indigno de participar de um mistério tão grande, embora ainda não soubesse de tudo. É uma dor derivada do seu grande amor por Maria e da sua imensa humildade e prudência: preferiu retirar-se em segredo, em silêncio, a falar algo que pudesse acarretar, por maus entendidos, na difamação de sua esposa bem-aventurada — quem dera o clero de nosso tempo tivesse ao menos um pouco desse amor e dessa prudência, para que fôssemos poupados de documentos e declarações que atacam a Santíssima Virgem.

Logo depois de tão grande dor, o santo buscou refletir sobre o que havia acontecido (Mt. 1, 20). Foi com as cogitativas sobre a gravidez de Maria em mente que José teve sua primeira grande alegria: o Anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e revelou-lhe o mistério da Encarnação, afirmando que a gestação de Nossa Senhora era obra do Espírito Santo e que ao Divino Infante deveria ser dado o nome de Jesus, pois Ele salvaria o povo de seus pecados.

Acredito que seja possível extrair algumas lições importantes desses eventos: o cultivo de um grande amor a Nossa Senhora, de tal modo que nos doa qualquer afastamento que possamos ter de tão boa Mãe — talvez pela impossibilidade de honrá-la através do Santo Terço, por exemplo; a busca pela fundamental virtude da humildade, através da qual São José julgou-se indigno de participar do mistério da Redenção; e a criação do hábito da reflexão constante sobre os acontecimentos que nos cercam, como forma de busca pela verdade. Foi matutando o que havia ocorrido, talvez tentando compreender melhor a situação, que o santo recebeu, por assim dizer, um “esclarecimento” de Deus, através da visita do Anjo em seu sonho. É claro que ordinariamente não teremos o mesmo privilégio do pai de Nosso Senhor, mas é refletindo de forma racional sobre o que vivemos que chegamos ao conhecimento das coisas. É também pela meditação unida à boa doutrina — que São José certamente tinha — que passamos a saber de forma mais clara o que Deus quer de nós.

Comentando Mt. 1, 20, Santo Tomás dirá que duas coisas se destacam sobre o Santo Patriarca: sua sabedoria e sua piedade. A sabedoria reside no fato dele refletir bem e ponderar de forma cuidadosa antes de tomar alguma decisão, enquanto a piedade está no ato de não tornar pública a sua ação, “ao contrário de muitos homens que imediatamente desejam divulgar exteriormente as coisas que trazem em seus corações, ‘como uma cidade aberta e sem muros, assim é o homem que não consegue refrear seu próprio espírito ao falar’ (Prov. 25, 28)”.

Diante do imediatismo que se enraizou nas formas de relação humana e das redes sociais nos impelindo a postar o que pensamos e fazemos a cada momento, convém mais do que nunca que busquemos imitar tais virtudes de São José, sempre pensando bem no que falar, com quem falar e se convém falar, especialmente se o comentário for público.

O Natal

A segunda grande dor de São José ocorre por ocasião do nascimento do Menino Jesus: o Santo Patriarca sofre ao ver o próprio Deus, Rei dos reis, nascendo em um lugar tão pobre quanto uma estrebaria, em meio aos animais. Mereceria nascer em um lugar mais digno de Sua Suprema Majestade, e era esse, sem dúvida, o desejo de São José e de Nossa Senhora. Esta dor josefina, derivada de um profundo amor a Deus, devemos ter também nós ao ver como Nosso Senhor é tratado hoje em dia, sem as honras que merece: a liturgia foi brutalmente empobrecida, as igrejas têm estruturas horrendas, carentes de qualquer beleza, e há quem ouse colocar o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor em cálices que não sejam de metais preciosos, como o ouro. E quando tudo está aparentemente belo, a indignidade de doutrinas alheias à Fé Verdadeira é que desonra o Bom Jesus.

Fala-se muito, mais do que qualquer boa pessoa pode suportar sem ter náuseas, de uma “opção preferencial pelos pobres”, que opta por uma pobreza material aparente em tudo o que se refere a Deus e quase que repete o discurso daquele apóstolo que, ao ver Santa Maria Madalena lavando os pés do Senhor com um bálsamo, perguntou o porquê de não vender o material por trezentos dinheiros, para que a quantia fosse dada aos pobres (cf. Jo. 12, 5). Não é este também o discurso dos inimigos da Igreja — que sempre cuidou dos podres e necessitados — ao dizer que ela deveria vender seus tesouros, isto é, todo o ouro de suas basílicas, para ajudar os mais desfavorecidos?

Esquecem-se essas pessoas, tão ávidas por vender tudo o que não lhes pertence, que o apóstolo mencionado foi Judas Iscariotes, descrito logo em seguida como um ladrão, e que Nosso Senhor mesmo o respondeu, dizendo: “ela [Santa Maria Madalena] reservou este perfume para o dia da minha sepultura; porque sempre tereis pobres convosco, mas a mim não me tereis sempre”.

Enquanto isso, voltemos ao inegavelmente humilde e silencioso São José, que sofreu ao ver o Salvador do mundo nascendo em um lugar pobre, sem as honras das quais era (e é) digno. Sofreu também quando, momentos antes naquela mesma noite, ninguém ofereceu abrigo à sua família, que ele sabia ser formada pela mais santa das mulheres e pelo próprio Verbo Encarnado. Era inverno na Palestina, e o frio do clima parecia se confundir com a frieza dos homens, que negavam ajuda a uma família pobre, com uma criança — a Criança — em via de nascer.

Hoje também, muitos se recusam a ajudar quem está ao lado de Cristo. Negam-se a prestar todas as honras ao Deus vivo. Alguns afirmam que as igrejas se enchem quando o padre faz gracinhas, quando os fiéis desmaiam após alguém enrolar a língua ou quando o sacerdote — perdão, o presidente da assembleia — está falando o idioma do povo e voltando para o povo. Também naquela noite tão especial, as hospedarias estavam cheias: seus donos estavam voltados para o povo que ali estava e não para o Deus que batia à porta.

Não estamos nós também isentos: a frieza de nossos corações nos impede de receber Nosso Senhor. E quando o recebemos, somos ainda pobres, indignos de tê-Lo conosco. Estamos abarrotados demais de toda espécie de apegos mundanos, quase que nos negando a deixar de lado nosso orgulho, nosso ego, nossas próprias ideias, para abraçar a Deus inteiramente, dando-lhe o lugar que Ele merece em nossas vidas.

Mas Jesus nasceu mesmo em meio à pobreza, e pode também nascer em nós, apesar de indignos, para nos trazer vida nova.

Após sentir dor, São José teve a alegria de ver o bom Jesus receber as honras que merece: os anjos O louvaram cantando o gloria in excelsis, Nossa Senhora O adorava com todo o ardor de seu maternal Imaculado Coração. Logo após, os pastores vieram adorar o Verbo. São José entristeceu-se ao ver a indignidade do local em que seu Filho estava nascendo, mas encheu-se de júbilo quando O viu receber as honras devidas.

Não preciso falar muito mais, caro leitor, pois a mensagem é clara: devemos também desejar que Nosso Senhor receba todas as honras, que tudo referente a Ele seja feito com pompa, beleza e, acima de tudo, caridade, sem a qual nada tem real valor. Tudo deve ser feito com a mesma caridade que abundava naquela estribaria, como que compensando a falta de toda riqueza, e que faz brilhar ainda mais as missas tridentinas rezadas nos lugares mais humildes. São José mesmo era humilde, vivia uma vida simples, mas para Deus, a quem amava profundamente, quis toda a glória que Ele merece. É por isso que as igrejas de outrora possuíam tantos ornamentos e uma estrutura grandiosa: era tudo para Deus, não para os homens. É por isso que a liturgia do rito romano tradicional, celebrada em todas as igrejas do mundo até meados dos anos 1960, tem o latim (uma língua santa), diversas genuflexões, sinais da cruz, cânticos piedosos e momentos de silêncio (para não falar das missas solenes, com todas as pompas merecidas): tudo era feito para Deus e para elevar as almas para Deus.

O Santo Patriarca, naquela santa noite em Belém, deu-nos uma instrução clara: devemos lamentar toda a pobreza que é oferecida a Nosso Senhor e desejar para Ele toda a glória. E isso deve ocorrer também em nosso interior, para que deixemos de lado nossos apegos e tudo aquilo que empobrece nossa alma, para que possamos amar a Jesus verdadeiramente, ardentemente, como fizeram neste mundo Maria Santíssima e São José.

A circuncisão

A terceira grande dor de São José ocorreu quando ele, sendo pai de Nosso Senhor, precisou circuncidá-Lo, fazendo-o derramar suas primeiras gotas de sangue por nós.

Em sua meditação para o 2° dia da novena de Natal, Santo Afonso Maria de Ligório comenta que o Verbo Encarnado sofria por nós desde o ventre de Nossa Senhora: “tudo quanto Jesus Cristo teria de sofrer durante sua vida e na sua paixão pairou ante o seu espírito desde o seio de sua Mãe”. Desde o ventre de Maria, Jesus sofreu por nós, mas foi na circuncisão que Seu Preciosíssimo Sangue foi derramado pela primeira vez. E assim como todo pai sofre ao ver o filho sofrer, também São José sofreu, e ainda mais, pois sabia que seu Filho era o próprio Redentor dos homens. Também nós, com o Santo Patriarca, devemos sentir a dor que causamos a Jesus, pois aquelas gotas de sangue, assim como todo sofrimento de sua vida, foram derramadas por nossa causa. Se a imagem do Cristo já adulto, banhado em sangue, com o corpo desfigurado pela flagelação e pendente na Santa Cruz não nos causa comoção — alguém ousa não se comover?! — que nos cause dor o sangue derramado pelo Divino Infante, de visível e indiscutível candura, apenas oito dias após Seu santo nascimento.

São José não queria o sofrimento de seu Filho, mas a lei exigia que ele realizasse Sua circuncisão. Se por um lado podemos tirar dessa situação os sentimentos que devemos ter ao causar dores ao nosso Salvador, através dos nossos pecados, por outro, podemos imitar o exemplo do justo José, cumprindo os deveres de estado por mais desagradáveis que possam ser para nós.

A dor que a circuncisão de seu Filho lhe provocou foi substituída logo pelo gozo de nomeá-Lo com o nome que está acima de todos os outros: Jesus. Aqui, voltemos para o momento em que o Anjo lhe falou. “[Maria] dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt. 1, 21). Santo Tomás comenta este pequeno versículo de forma espetacular: o Anjo anuncia a José que a Santíssima Virgem dará à luz um filho, todavia, não diz “a ti dará à luz um filho”, como fez a Zacarias em Lc. 1, 13. Isso ocorre porque enquanto Zacarias seria o pai biológico de São João Batista, fazendo com que Isabel desse um filho a ele, a situação era distinta com Nossa Senhora, que concebeu do Espírito Santo. Qual seria então o papel do Castíssimo Esposo? Para o que ele seria necessário? O Aquinate segue seu comentário explicando que o Anjo responde a essa pergunta no trecho seguinte, quando diz que ao Menino “porás o nome de Jesus”.

Antes de prosseguir, abro um parêntese para falar que, ignorante como sou, sempre fico surpreso e indiscutivelmente satisfeito quando me deparo com esse tipo de conteúdo, que apenas a nossa Santa Religião oferece. Santo Tomás de Aquino, no século XIII, esclareceu magistralmente versículos que, pelo olhar de um leigo, não dizem muita coisa além do que está escrito. Não é sem motivo que o santo frade foi tornado o Doutor Comum da Igreja pelo Magistério, embora hoje os inimigos de Cristo tentem substituí-lo por filósofos de meia tigela ou distorcer suas palavras para favorecer ideias torpes — há até mesmo protestantes que se dizem tomistas, de forma que volto a pensar no quão cancerígeno e imbecil é o movimento antimanicomial. Deixando de lado a minha empolgação, voltemos à alegria de São José…

Quão grande não deve ter sido quando o santo pôde cumprir o dever que Deus lhe impôs pela boca do Anjo! Colocou o nome de Jesus já sabendo que Ele seria o Salvador, talvez imaginando como Seu Santo Nome seria luz para as nações. Para as testemunhas da circuncisão, São José devia irradiar uma alegria indescritível, que talvez só não compreendessem menos porque, assim como a presença do Menino no ventre de Nossa Senhora fez Santa Isabel se encher do Espírito Santo e São João Batista estremecer em seu ventre, a presença do Santo Bebê e a pronúncia do Seu Santíssimo Nome deve ter-lhes provocado o mesmo efeito.

Também nós, ao falar o nome de Jesus, devemos ter essa alegria. Não uma exaltação, uma euforia, como pregam as seitas — e os grupos “católicos” que a elas se assemelham —, mas uma alegria sóbria e reverente, como costuma ser a alegria dos santos. São José, ao pronunciar o nome de seu Filho, sabia que Ele era o Salvador. Devemos imitar o santo ao reconhecer, a cada “Jesus” dito, que Ele é nosso Salvador; que sofreu por nós desde que foi concebido no seio de Maria; que morreu por nossa causa, para reparar nossas ofensas ao Pai e nos livrar do julgo do pecado.

Por fim, creio ser válido acrescentar que, dado a forma banal como o Santíssimo Nome é tratado hoje, cabe a nós ter uma atitude de profundo respeito, lembrando sempre do 2° Mandamento do Decálogo: não falemos o Santo Nome a cada exclamação, a cada finalização de frase, de forma vã como fazem os hereges. Sejamos católicos e tratemos o nome de Nosso Senhor como São José o fez e como a Igreja sempre procura fazer, reconhecendo que é n’Ele que está o nosso auxílio e nossa salvação.

A apresentação de Nosso Senhor no templo

Foi quando se completaram os dias da purificação de Maria — que cumpriu a lei da purificação por obediência, não por necessidade, já que era Puríssima — que a Sagrada Família dirigiu-se a Jerusalém, para apresentar o Divino Infante no templo e oferecer o sacrifício das duas pombinhas ou das duas rolinhas, conforme exigia a lei mosaica.

No templo, ao contrário dos outros momentos, São José viveu primeiro a sua quarta grande alegria. Estava no local São Simeão, descrito por São Lucas como homem justo e piedoso, em quem habitava o Espírito Santo. Após receber uma revelação do Paráclito, de que não morreria sem ver o Cristo, o profeta segurou o Menino em suas mãos e louvou a Deus dizendo, entre outras coisas, que seus olhos viram a salvação preparada por Ele para os povos e que Jesus seria “luz para iluminar as nações, e glória de Israel”.

Como não ficaria cheio de admiração o nosso glorioso santo, ao ouvir da boca de um profeta tudo aquilo que o Anjo havia lhe revelado meses antes e que tinha sido predito há gerações? Não teria também se alegrado São José ao pensar naqueles que seriam salvos e na verdade inundando as nações e extinguindo os erros? “Luz para iluminar as nações”, afirmou Simeão: Nosso Senhor iluminaria todos os povos, não apenas os daquela região, não apenas os judeus, mas todos, de todos os lugares do mundo. Além disso, levando o Menino ao templo, São José levou a alegria a Simeão — que aguardava ver o Salvador — e a Ana, profetiza que também estava no templo naquela ocasião. Nós também devemos levar o Cristo para o nosso próximo, seja por palavras, seja por ações.

Contudo, foi também durante essa ocasião que São José teve sua quarta grande dor, pois ouviu São Simeão falar a Nossa Senhora que Jesus seria “posto para ruína e ressurgimento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição” e que a alma dela seria trespassada por uma espada.

Comentando a profecia de Simeão descrita no segundo capítulo do Evangelho segundo São Lucas, Orígenes dirá que com “ruína e ressurgimento de muitos”, o profeta refere-se à ruína dos infiéis e à ressurreição dos que creem. Para nós, que crescemos em meio a uma cultura que quase não fala na alma, talvez a afirmação de que muitos terão sua ruína, isto é, serão condenados, não tenha o peso que deveria. Mas São José era santo, foi escolhido por Deus para ser o pai de Nosso Senhor e guarda não só dele, como da mais pura e santa entre as mulheres. Ele sabia que ser condenado era algo gravíssimo e certamente se entristeceu porque muitos ruiriam.

Quanto ao restante da profecia, isto é, de que Jesus seria “alvo de contradição”, ou melhor, signum cui contradicetur, “sinal de contradição”, São Basílio dirá que este sinal, nas Escrituras, é propriamente a Cruz; São Gregório Magno segue esta mesma linha, afirmando que para uns crentes ela é considerada ridícula e horrível, enquanto para outros é muito venerada. O santo Papa, entretanto, levanta outra hipótese: Cristo mesmo poderia ser o sinal, e Orígenes explica que tudo sobre a história de Nosso Senhor é sinal de contradição, mas não para os creem, senão para os incrédulos.

Caro leitor, São José não era um ignorante, um inculto, mas tinha conhecimento do que havia sido predito sobre o Messias. Também esse trecho da profecia lhe causou angústia: aí o Santo Patriarca pode ter lembrado de todo o sofrimento que seu Filho haveria de passar para salvar a todos. No capítulo 53 do livro de Isaías, vemos que Nosso Senhor seria “desprezado, o último dos homens, homem de dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se tapa o rosto, era lançado ao desprezo, nenhum caso fazíamos dele” e que “foi ferido por causa das nossas iniquidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes”. São José sabia disso e talvez tenha se perguntado se o sinal de contradição seria o Salvador do mundo, Rei dos reis, Criador de toda criatura, ser tão desprezado, ferido e castigado, de forma que já não tivesse “graça nem beleza para atrair o nosso olhar”.

Ao pensar em sua esposa, em sua Santíssima Esposa, puríssima e imaculada desde a concepção, a situação também é dolorosa: vê que sua alma, tão cheia de bondade e doçura, seria transpassada por uma espada. Sabia agora que as duas pessoas a quem mais amava sofreriam dores indescritíveis, jamais vividas por qualquer vivente. E ele? Nada havia sido dito a São José. Talvez tenha cogitado, desde aquele instante, que nada poderia fazer para impedir as dores mortais do Verbo Encarnado e de Sua Mãe Santíssima. Isto nós não sabemos, mas temos conhecimento de algo que nos é mais útil: somos nós os causadores de tanto sofrimento.

Somos nós, com nossos pecados, que provocamos as dores de Nossa Senhora e de Jesus, o Sumo Bem. Não hei de me prolongar muito, pois já abordei este assunto ao tratar da terceira dor josefina, mas é sempre válido reiterar que podemos ainda hoje parar de assumir o posto dos algozes e escarnecedores, para sermos aqueles que buscam consolar a Bem-aventurada Virgem Maria e amenizar o sofrimento de Nosso Senhor, através de uma vida santa, à imitação da de São José.

A fuga para o Egito

Após a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus, o Evangelho segundo São Lucas relata que o Anjo apareceu novamente a São José, em sonho, e o orientou a fugir para o Egito junto à Sagrada Família, pois Herodes procuraria o Divino Infante para lhe tirar a vida. De imediato, o obedientíssimo José levantou-se ainda durante a noite, “tomou o Menino e sua Mãe, e retirou-se para o Egito” (Mt. 2, 14).

É bastante simples qualquer um pensar nas angústias e sofrimentos que uma mudança súbita, inesperada e sem planejamento pode causar. Mons. Ascânio Brandão, em seu Glória e Poder de São José, dirá que, naquele momento, o Glorioso Patriarca sentiu pelo abandono de um lar e pela viagem penosa que teria que fazer pelo deserto — percorrendo centenas de quilômetros e estando sujeito às intempéries das regiões, como também aos perigos proporcionados por ladrões. Fome, pobreza e a presença em uma nação estrangeira e pagã também devem ter acometido São José, que, entretanto, não hesitou em atender à vontade de Deus e guardar a seu Filho e sua Senhora, como o pai de família que era.

São José, pelas funções que exerceu, guardou a Verdade mesma e aquela que é símbolo de pureza imaculada para toda a cristandade, mesmo em uma terra pagã rodeado de costumes que lhe eram estranhos, de pessoas desconhecidas e com a necessidade de estabelecer ali uma vida nova, mesmo que temporária. Não cedeu, entretanto, a qualquer respeito humano. Não negligenciou seu dever, não abandonou sua família diante das dificuldades, mas permaneceu fiel ao que Deus havia lhe pedido.

A dor que o Castíssimo Esposo sentiu talvez só não tenha sido maior do que sua quinta grande alegria: estar com Jesus e Maria e ver, ao entrar no Egito, a queda dos ídolos pagãos. São José viu, com a entrada do Verbo Encarnado e Sua Mãe naquela terra pagã, as estátuas dos falsos deuses caindo por terra, deixando evidente para qualquer homem de boa vontade que Jesus Cristo é o verdadeiro e único Deus e que diante d’Ele, diante da Verdade encarnada, todo erro é destruído.

Aqui vale ressaltar que Nossa Senhora, como Medianeira de todas as graças que é, devia trazer em seus braços o Bom Jesus, que ainda era um bebê. Se por um lado foi São José quem conduziu a Sagrada Família até o Egito, por outro, foi Maria Santíssima que serviu de trono para Deus enquanto os ídolos se desfaziam em pedaços diante d’Ele. É por Maria que Cristo deve reinar no mundo e destruir toda a impiedade.

Como homem que amava genuinamente a Deus, São José alegrou-se com o que viu. Alegrou-se em ver aquelas imagens de demônios (Sl. 95, 5) sendo destruídas e do único Deus triunfando diante delas. Não buscou se desculpar com os egípcios, alegando que a religião deles também poderia levar à salvação, não buscou fazer um encontro inter-religioso, rebaixando seu Filho ao patamar dos ídolos, e definitivamente não disse que todos eram irmãos. Não, José teve uma grande alegria, ao contrário dos inimigos de Cristo, sempre dispostos a dialogar com os erros e pedir desculpas por qualquer palavra mais enérgica contra as falsas religiões.

Há também, é evidente, uma lição mais interior desta passagem da vida de São José. O Pe. Eusebio Sacristán Villanueva, no devocionário Devoto Josefino, fala dos ídolos dos afetos terrenos, que só serão derrubados quando expelirmos para longe de nós, com o auxílio de nosso santo e com a fuga das ocasiões de pecado, o infernal tirano. Novamente São José nos diz que para a maior glória de Deus, é preciso um desapego das coisas deste mundo e de tudo o que ofende a Nosso Senhor.

O retorno do Egito e a ida para Nazaré

Ao receber novamente uma mensagem do Anjo, desta vez mandando-o retornar a Israel, uma vez que Herodes havia falecido, São José sai do Egito e viaja com a Sagrada Família para Nazaré, onde se estabelece. Antes de prosseguir para a dor do Santo Patriarca, vale aqui mencionar o trecho do Evangelho sobre a mensagem angélica, assim como o comentário de Santo Tomás a ele, dado que não apenas explica magistralmente uma passagem aparentemente simples, como também acaba exaltando a imagem do justo José.

“Disse-lhe [o Anjo]: ‘levanta-te, toma o Menino e Sua Mãe, e vai para a terra de Israel’” (Mt. 2, 20). O Aquinate observa que a mensagem angélica não diz “filho” ou “esposa” para se referir a Jesus e Maria. Isso se dá porque se quer indicar a dignidade de Nosso Senhor e a integridade virginal de Nossa Senhora. “Isso significa que a José ela [Maria] não foi dada para relações carnais, mas para servir e proteger”, diz Santo Tomás em seu já mencionado Comentário a São Mateus.

Pode ser particularmente difícil para nós compreendermos como simples palavras podem significar tudo isso, visto que nossa época exige respostas imediatas, frequentemente sem nenhuma reflexão quanto aos termos utilizados — aliás, quando se exige a reflexão quanto ao uso de alguma palavra, é justamente para subverter o seu significado, como já falei em outra publicação. Mas o Anjo do Senhor não fala de modo impensado, não erra nas palavras: diz exatamente o que quer dizer, para maior glória de Deus.

Assim sendo, fica evidente que mesmo após o nascimento de Nosso Senhor, mesmo após passarem algum tempo no Egito, São José e a Santíssima Virgem Maria não tiveram — e nem teriam jamais — qualquer tipo de relação carnal. O Castíssimo Esposo guardou não apenas a própria virgindade, mas manteve intacta a virgindade de sua Senhora, mesmo podendo, por direito matrimonial, ter com ela o ato conjugal. Não teve: quis apenas servir a Virgem e a Criança, mesmo sendo a cabeça da família, e protegê-los de todo o mal. Que outro exemplo podemos querer? Devemos também servir a Jesus e Maria e protegê-los, defendê-los de todo ataque que Seus inimigos ousem lançar.

Enfim, ao ouvir o que disse o Anjo, São José temeu ir para seu destino, pois ouviu dizer que lá reinava Arquelau, filho de Herodes. Teve um medo humano, natural, apesar de ter uma confiança inabalável em Deus. Ao contrário do que se pode imaginar, “ter fé” — para utilizar o termo mais popular — não anula as emoções, não nos impede de ter medo, raiva ou qualquer tipo de paixão. José, contudo, era um homem de Deus, e por isso mesmo ordenava suas paixões, buscava agir segundo a reta razão iluminada pela fé.

Além disso, o Aquinate também comenta que São José não compreendeu bem a mensagem do Anjo, que teria falado de forma mais abrangente, mandando-o ir para Israel. Devido a isso, foi o santo novamente avisado em sonhos, desta vez sendo especificado o lugar para onde deveria ir em Israel: a Galileia. Por isso, o pai de Nosso Senhor O levou, junto a Nossa Senhora, para Nazaré.

Após o temor que sofreu, veio a sexta grande alegria do nosso santo, talvez a mais doce delas e aquela que devemos mais imitar: viver com Jesus e Maria. Após o exílio no Egito, em uma terra estrangeira, e o medo de Arquelau, que poderia ainda colocar em perigo a vida do Deus Menino, veio a alegria de viver uma vida unido a Jesus e Maria, fazendo tudo por eles, com eles e para eles. Eis o modelo de vida de todo católico e talvez a lição mais preciosa que tão grande santo pode nos dar.

Já ouvi como conselho de um bom padre que é necessário estar sempre conversando com a Virgem Santíssima em nossos pensamentos. Imaginemos então, caro leitor, como não foi a vida de José! Sentia uma profunda paz apenas por estar na presença do Verbo Encarnado e com Sua Mãe — que está acima até mesmo de todos os anjos do céu, tamanha é Sua santidade.

O Santo Patriarca não precisava, como nós, recitar jaculatórias para se lembrar constantemente de Jesus e Maria. Sua vida foi inteiramente a eles devotada: trabalhava para sustentá-los, rezava para melhor servi-los. Fazia tudo para agradá-los. As conversas que São José tinha com os seus eram as mais santas possíveis. Em tudo havia santidade e a cada momento ele crescia no amor a Deus. Como não haveria de crescer, convivendo sempre com o próprio Deus feito homem e com a Mãe d’Ele?

Compreendendo bem essa alegria tão santa, de gozar do Sumo Bem em meio à vida ordinária, poderemos melhor entender a sétima grande dor e alegria de São José.

A perda e o reencontro de Jesus

Sendo Nossa Senhora e São José fiéis cumpridores da lei, iam todos os anos a Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa. Quando Nosso Senhor chegou aos 12 anos de idade, acompanhou seus pais e, ao fim da festa, sem que eles percebessem, permaneceu no templo, ouvindo e interrogando os doutores, conforme relatado por São Lucas.

A sétima e última grande dor relatada por São José àqueles frades franciscanos diz respeito à perda de Jesus. Perdeu o próprio Deus, a quem devia proteger e a quem amava profundamente, com todas as forças. Com a perda, encarou não apenas a própria aflição, mas também a de Maria, sua esposa, o que deve ter aumentado ainda mais a sua própria dor. Contudo, ao contrário do que ocorre conosco, que perdemos o Bom Jesus por culpa própria, pelos nossos pecados, São José e Nossa Senhora não tinham culpa alguma.

Com 12 anos, Nosso Senhor poderia estar tanto na caravana dos homens, com Seu pai nutrício, quanto na das mulheres, com Sua Mãe. Julgaram os santos, de forma bastante razoável, que ele estava com um deles e só vieram se dar conta do seu sumiço algum tempo depois, quando o procuraram entre os parentes e conhecidos. Não encontrando o Menino, voltaram para Jerusalém e o procuraram por três dias, cheios de aflição.

O santo casal perdeu Aquele a quem mais amava e, tão logo se deu conta da perda, começou a buscá-Lo novamente. Aqui não preciso me prolongar, pois a lição josefina é bastante clara: se São José e Nossa Senhora, tendo perdido Jesus sem culpa própria, buscaram-No imediatamente após perceberem o ocorrido, muito maior deve ser nosso imediatismo em retornar a Nosso Senhor quando o perdemos — não, quando o abandonamos e desprezamos! — por causa das nossas faltas, dos nossos crimes contra Deus!

A recompensa por buscarmos estar unidos a Deus é também evidenciada na sétima grande alegria do nosso santo: a de reencontrar o Divino Infante, de vê-Lo novamente após três dias e, com isso, ver também o alívio e a alegria de Maria Santíssima. O que mais pode querer um católico, senão estar unido a Jesus e ver, por isso mesmo, a felicidade de Nossa Senhora, que quer que cada dia mais amemos Seu Divino Filho? E que outra felicidade há nesta vida, senão a de vivê-la sempre nas presenças de Jesus e Maria, como São José?

“Morre-se como se vive”, diz um famoso ditado, e o Santo Patriarca morreu como viveu: nas presenças de sua Santíssima Esposa e do bom Deus, seu Filho. Depois de tantas dores e alegrias nesta vida, a maior felicidade de São José é a de, hoje mesmo, gozar da Eterna Bem-aventurança, contemplando Deus face a face — e nós também o faremos, se vivermos como ele viveu.

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